Mais um clichê da nossa velha internet....rsrs
Mas vale a pena rir um pouquinho ; )
Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura? Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes.
Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação... pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal, porque todas as amigas têm o cabelo igual... Burra.
b) Na moda:
Estilo pessoal pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: Ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.
c) Bunda dura:
As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você.
Cerveja? Esquece!
Legal mesmo é mulher de verdade !!!
E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal-educada às vezes, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.
E não se esqueça...
'Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!'
rsrsrs
é isso aí...rsrsrs
terça-feira, 14 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009

Crítica
Os metidos a visionários que enxergaram em Samba Raro um trabalho divisor de águas na MPB tem duas opções, frente a Orchestra Klaxon. Eles podem A) morder a língua ou B) pular de contentamento. Porque por melhor que seja o primeiro álbum de Max de Castro, em comparação com este novo ele soa como um mero (e superestimado) rascunho. Klaxon é, enfim, a confirmação da trombeteada genialidade do filho de Simonal, trabalho rico em timbres, referências, melodias, harmonias e arranjos. Ao trocar a eletrônica esparsa da estréia por uma exuberante vitrine de instrumentos e instrumentistas, Max concedeu asas a sua imaginação; é como se apenas agora pudessemos ouvir a música que soava em sua cabeça. Pautado por uma visão muito particular da black music nacional (que para ele vai de Pixinguinha ao DJ Patife), o polivalente compositor abraça do samba-jazz ao rhythm'n'blues moderno - mas desta vez soa mais conciso, com mais foco. Até mesmo sua voz, alvo de algumas críticas em 2000, está melhor. Não é caso de dizer que não há eletrônica no disco (há), que as várias parcerias refinaram as composições (e refinaram) ou que os arranjos encorpados é que deram nova vida ao cantor. Max 2002 é o mesmo Max 2000. Apenas melhorou. O norte do álbum é a junção do passado com o presente, e isso Max faz muito bem, em quase todos os momentos. O mais iluminado destes é A História da Morena Nua que Abalou as Estruturas do Esplendor do Carnaval, samba com letra de Erasmo Carlos - que surpreende não apenas pelo resgate do Tremendão, mas pelo resgate de um Tremendão insuspeito. Depois deste choque geracional altamente produtivo, o resto é uma festa de contrastes. Festa do samba-jazz colidindo com o eletrônico (em Mais uma Vez Amor); do black brazuca e do crioulo ianque convivendo no r'n'b Mancha Roxa (Marcha Rancho); do samba-rock delicioso, cortesia de Seu Jorge, que dá a cadência em O Nego do Cabelo Bom . Referência básica de hoje e sempre, Jorge Ben renasce, vigoroso, em Calaram a Voz do Nosso Amor (a melhor letra do álbum, sofrida e politizada) e na malemolente Linha do Tempo. Surpresa maior é o sabor latino da dobradinha Sonho de Verão/Acapulco, refrescantes, ensolaradas. Obra madura, recheada de confluências de estilos e gerações que só fazem bem à MPB, Klaxon é, como Max preconizou, pura jovem vanguarda. E a ela pertence o futuro.
Por Marco Antonio Barbosa
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